segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

VALEU, RONALDO!!


As lendas surgem para explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais que fogem à compreensão humana. É um amálgama de realidade e fantasia contada através dos tempos. Os mitos, por sua vez, surgem numa tentativa de explicar acontecimentos naturais, utilizando-se de personagens sobrenaturais, deuses ou heróis. Entre lenda e mito, houve um tempo em que um homem assombrou o mundo com seus dribles fantásticos. Com sua arrancada fenomenal. Com sua técnica apurada aliada à extrema força física. O anjo que por tantas vezes teve suas asas quebradas, maltratadas, ressurgia das cinzas sempre quando necessário. Carregava a dádiva do renascimento. E não foram poucas vezes. Mas o ser humano tombou. Sucumbiu às chagas que por tanto tempo o perseguiram. O corpo já não acompanhava a genialidade de sua mente. Aos campos, não mais retornará. Haverá um tempo em que alguns não acreditarão em sua existência. Outros tantos duvidarão de seus feitos. Mas, o tempo perpetuará sua história.  E do homem nasce a lenda. Do herói, o mito. O Fenômeno, eterno.
(Caio Dimitri)
Depois de algum tempo sem escrever, eis minha homenagem à um ídolo. Abro uma exceção à poesia...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

DIMÍTRICO II


És ardilosa e voraz, vida minha!
Deixa-me padecer à beira do controle
Concedendo-me as rédeas tênues da razão
Inócuas firulas dentre espinhos em flores
Abandona-me no jardim ermo da escuridão
Para, então, render-me indefeso ao medo
Alia-se ao tempo, meu algoz cretino
E enquanto enlouqueço em segredo
Aperta o gatilho e dispara o destino
À queima-roupa, inapelável!
Sorria, abjeta e famigerada!
Aproveita-te do malogro que produz
Pois em teu escárnio e voz destemperada
Ainda vejo o túnel no fim da luz!

(Caio Dimitri)

O título: sugestão de Rafael Fontana.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

PARADOXAL MENTE


Aquele sorriso distante
Em lábios tão familiares
A frieza daquele brilho
Outrora, vívidos olhares

Se agora um discurso premido
De que mal se entende haver frases
Outrora, palavras certeiras
Rondando silêncios loquazes

Naquela translúcida alma
Resplandecia a fugaz certeza
De que efêmera a eternidade
Disfarçada dor em  fraqueza

E ainda esse jeito de corpo
Questiona o que tenho em mente
No lugar de um folgar em passos
Eu vejo um andar reticente

Sequela de amores
Mudanças de fases..
O que terá sido?

Que mal desse mundo
Houve de esgotar
Seu jeito atrevido?

(Caio Dimitri/Rafael Fontana)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

VISCERAL

Não me julgue mal
O sangue em minhas mãos
Me faz tão natural
Quanto toda ilusão

Minhas ações futéis
Comportamento cuidadoso
São controvérsias inúteis
De um errante despretensioso

Meu erro é retratável
Não prometi falso amor
As desculpas inaceitáveis
Só servem à tua dor

Se peco em confissão
À culpa não me entrego
Lamento a decepção
Mas tua pieguice, renego

E não me julgue mal
O sangue em minhas mãos
É tão banal, afinal
Quanto o do meu coração

(Caio Dimitri)

sábado, 24 de julho de 2010

FLOYD EXPLICA


Pulsando em cada nota, anota
Melodia em mãos sutis
Soando aos acordes em triz
Viajando na dissonância refeita
Rebuscando a harmonia perfeita
Desafinada, seduz em provocação
Sinuosa sinfonia em devoção
Desafiando a sintonia que conduz
À tua música, à minha luz.

(Caio Dimitri)

SER


Sempre, enquanto preciso for
Serei mais do que simples amor
Em tudo, enquanto preciso, faria
Beleza na mais eufórica agonia
Além do que sonharia, e amaria
Mais do que simplesmente seria

(Caio Dimitri)