quinta-feira, 29 de abril de 2010

FOI MAL

Tenho à mão
Um papel que me diz quanto eu devo
E um outro, menor, onde escrevo
As razões que a razão não quer mais

Coração
Vai deixar de ditar o que eu faço
Deixa o caminho, que eu mesmo traço
Acho que é agora que eu fico em paz

O perdão
Que com bastante esforço eu carrego
Onde você estiver eu lhe entrego
Porque já novas coisas me vêm

Mas então
Da razão me escapa um desatino
Vem à mente um palpite cretino

De que você me fez foi bem

E o que você me fez foi mal.

(Rafael Fontana)

Apenas mais uma preciosidade da vasta e intensa obra de meu amigo e ídolo Rafael Fontana.

terça-feira, 13 de abril de 2010

SINTO MUITO

As evidências clamam
Os fatos não mentem
As mulheres amam
Os homens sentem...
...sinto muito

(R. Fontana/Caio Dimitri)

Com título do meu irmão Lucas Souza.
Lembrando que trata-se apenas de uma pequena brincadeira: qualquer semelhança é mera coincidência. rsrsrsrsrs

terça-feira, 6 de abril de 2010

SINUOSO


...indo
Ela foi, seguindo
Na sorte, o coração
Na razão, solidão
...indo
Ela foi, seguindo
Só indo
Sorrindo

(Caio Dimitri)

INCOGNOSCÍVEL


O pranto perfeito
O olhar desfeito
A dor do último beijo
Um adeus sem jeito

(Caio Dimitri)

sábado, 27 de março de 2010

PRELÚDIO DE UM LAMENTO


*"Seems like forever an a day...
  If my intentions are misunderstood
  Please be kind
  I’ve done all I should..."


E até que, enfim, tudo se acabe...
...
Será tão belo quanto saboroso
Verter o fel do arrependimento
Nesse teu rosto indecoroso.
...
E pensar que poderia ter sido pior...


*"So if my affections are misunderstood
  And you decide I’m up to no good
  Don’t ask me to enjoy them just for you..."

(Caio Dimitri)

 
* Trechos de "Prostitute", música do Guns n' Roses, albúm "Chinese Democracy", composta por W. Axl Rose.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

LÚDICO


Penso, mas não existo.
Tento, desisto.
Quero, mas não sou quisto.
Vejo, nunca visto.
Existo, (só-bre)vivo.
Almejo, mas não conquisto.
Sinto, omito.
Sou, mas não consigo.
Amo, sem motivo.

(Caio Dimitri)

revirando o baú...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"...Segui observando seu silêncio, decerto mais profundo que o meu, e de algum modo mais silencioso. E assim permanecemos outra meia hora, ela dentro de si e eu imerso no silêncio dela, tentando ler seus pensamentos..."

(Chico Buarque, no livro Budapeste, p.61)