Não me julgo resiliente
Às tuas meias verdades
De tuas meias vontades
Faço-me paciente
Só não julgue pela metade
Toda aquela saudade
Que ainda jaz latente
Nesse olhar incongruente
Estampado em teu rosto
Indecente
E Eros surpreendeu
Num gesto nobre
Quase altruístico
Arrancou do próprio peito
Frio e demais pobre
O legado paroxístico
Que ainda lhe restava
Na lança que por ironia
Era o seu mister
E seu martírio
I'm torn between the light and dark…
…Should I kiss the viper's fang
Or herald loud the death of Man?...
…Don't deceive with belief Knowledge comes with death's release*
O
belo vermelho boreal
Que tremeluz em minhas veias
Anuncia o solstício invernal
Da ressurreição que escasseia Tão intenso quanto assombroso
É o recomeço que condena
Toda a sorte do combalido
É o egresso e sua pena
Que torna o espírito desvalido A luz é uma agulha no fim do poço
À espera de sua comiseração
Vaguei durante quatro dias
Anos, séculos, vidas, então
Acompanhado pela agonia A benevolência jamais repensa
Em cada jornada reiniciada
Renovaram-se os tormentos
A cada quatro vidas viciadas
Renegava teus firmamentos Ressurreição que dor não compensa
Não rogo o teu alento, afinal
Ignoro a eternidade prometida
Pois todo renascimento é fatal
E toda escuridão é colorida As trevas no galope da misericórdia alada
Assim como o vermelho boreal
Que anuncia o solstício invernal
Não entrega vitória à Luz